Os quatro primeiros meses de todo ano novo são bombardeados pelas mais diversas premiações, sejam elas de obras artísticas, filmes, fotografias ou música. Há algumas semanas eu estava procurando por notícias globais e achei uma
matéria da NBC falando do World Press Photo Awards de 2016. Na reportagem, o site do jornal mostrava as melhores imagens premiadas, segundo a opinião de seus críticos. Dentre elas escolhi algumas para apresentar aqui.
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| A primeira foto que eu escolhi foi vencedora do segundo lugar da categoria "Vida Diária", tirada pelo brasileiro Maurício Lima, e publicada no The New York Times. As crianças que brincam no rio Tapajós são da tribo Munduruku, que fica no Pará. O que mais me chamou atenção nessa foto foi a simplicidade e beleza com que os índios, um grupo social tão mal recebido pelo resto da população brasileira, foram retratados. É impressionante como um aspecto tão significativo da nossa sociedade só é notado através de meios internacionais. |
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| A foto acima faz parte de um projeto chamado "A Life in Death" ("uma vida na morte", em tradução livre), foi tirada por Nancy Borowick e ganhou o segundo prêmio da categoria Projetos a Longo Prazo. O casal acima fazia terapia paralela de um câncer no estágio quatro quando foi fotografado pela própria filha. O detalhe que mais me chamou atenção na foto é a mão da senhora repousada no ombro do marido. É um gesto simples, mas que demonstra carinho, amor, cuidado e esperança ao mesmo tempo. |
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A foto acima levou o terceiro prêmio da categoria Questões Contemporâneas, feita por John J. Kim para o The Chicago Tribune. Nela o militante Lamon Reccord encara um policial branco durante um protesto pacífico gerado pelo assassinato do jovem negro Laquan McDonald pela polícia de Chicago. McDonald, aos 17 anos, foi morto a queima-roupa com 16 tiros pelo policial Jason Dyke em 25 de Novembro de 2015. Vale lembrar que os Estados Unidos tem uma histórica sangrenta marcada pela segregação das raças. O episódio trágico trouxe à tona novamente o fato de que esse problema ainda não foi superado pela população.
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| A fotografia apresentada faz parte de um outro projeto chamado "Sexual Assault in America's Military" ("Agressão Sexual nas forças armadas dos Estados Unidos", em tradução livre) que levou o primeiro prêmio da categoria Projetos a Longo Prazo pelas mãos da fotógrafa Mary F. Calvert. Ela mostra Gary Noling observando quarto vazio de sua filha, Carrie, que se suicidou após uma severa retaliação por denunciar os abusos sexuais aos seus superiores. O projeto em si tem o objetivo de mostrar como a figura feminina ainda é foco de maus tratos e abusos por parte da população masculina em ambientes que anteriormente eram ocupados majoritariamente por homens. |
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A última foto que trago nesse post é a vencedora do prêmio mais importante, o prêmio de Foto do Ano, feita pelo fotógrafo Warren Richardson. O homem na fotografia passa um bebê pela fronteira entre a Hungria e a Sérvia, em agosto de 2015. O contexto da foto é um lembrete bem claro da situação social do nosso planeta: as guerras não são políticas, elas são, acima de tudo, humanas. E enquanto uns pensam apenas no prêmio financeiro, outros se preocupam em salvar aquilo que há de mais importante: a vida.
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Observação: as fotos e informações foram retiradas do site da NBC e do World Press Photo.
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